História

 

Conta a tradição japonesa que Jimmu, descendente da deusa do Sol, Amaterasu, tornou-se o primeiro imperador do Japão, em 11 de fevereiro de 660 aC. Esse dia é comemorado atualmente como o Dia da Fundação Nacional do Japão, mas não tem credibilidade histórica.

O território do Japão é habitado há milhares de anos. De acordo com as crônicas chinesas, esse território era dividido em mais de 100 clãs, no início da Era Cristã. Por volta do século 4, houve uma substancial unificação, durante o período Yamato, que durou até o século 8. O contato com os chineses trouxe a escrita, o budismo, a arquitetura e outros elementos culturais.

No século 8, Nara, no centro do Reino Yamato, já era uma grande civilização, quando passou a abrigar a sede do governo. Nos séculos seguintes, Kyoto desenvolveu-se para se transformar no principal centro político e cultural do Japão.

No século 12, emergiu a liderança dos samurais, uma aristocracia militar que estabeleceu um regime feudal dominado por xoguns, que eram ditadores militares.

No século 13, o mercador Marco Polo foi à China e seus relatos sobre o Japão, que chamou de Cipango (o nome do Japão em chinês da época), eram os únicos conhecidos desse País na Europa, até o século 16. Mas Marco Polo não esteve no Japão. Após chegar na América, em 1492, Colombo acreditou ter visitado Cipango.

Em 1274, o imperador mongol Kublai Khan, que governava a China, invadiu o Japão com cerca de 40 mil homens. Chegaram a ocupar algum território japonês, mas um tufão destruiu mais de 200 navios dos invasores e os sobreviventes retornaram. Nos anos seguintes, os japoneses melhoraram suas defesas. Em 1281, os mongóis tentaram nova invasão, com uma força estimada em 140 mil homens. Novamente, um tufão destruiu as pretensões dos invasores. Os japoneses passaram a acreditar terem proteção divina, o que elevou o orgulho nacional.

Em 1543, chegaram os portugueses, os primeiros europeus no Japão. Os portugueses introduziram o mosquete e revolucionaram a tecnologia bélica no País. Em 1549, chegou o jesuíta São Francisco Xavier, que levou o Cristianismo ao Japão e passou mais de dois anos no País. Outros jesuítas chegaram e fundaram uma igreja em Nagasaki, em 1569. Chegaram também os missionários franciscanos e dominicanos. Para agradar os japoneses, os missionários cristãos traziam mercadorias e armas.

Em 1573, o general Oda Nobunaga depôs Ashikaga Yoshiaki e tornou-se o xogum, em Kyoto. Nobunaga unificou, sob seu domínio, grande parte das províncias japonesas. Protegeu os jesuítas, que construíram uma igreja, em Kyoto, e um seminário em Azuchi.

Em 1597, o Cristianismo foi proibido no Japão, mas a implementação da lei foi difícil. Como castigo, 26 cristãos foram crucificados em Nagasaki. Em 1619, foram destruídas as igrejas, escolas e hospitais cristãs.

Em 1603, após décadas de guerra civil, o xogum Tokugawa Ieyasu estabeleceu um xogunato que durou até 1867. Transferiu a capital para Tókyo. Em 1639, os portugueses e outros estrangeiros foram expulsos do Japão. O País foi fechado para os estrangeiros por mais de dois séculos. Nagasaki tornou-se, então, o único posto comercial a negociar com estrangeiros.

Em 1854, o Japão assinou o Tratado de Kanagawa com os Estados Unidos, buscando a modernização industrial do País.

Nos anos seguintes, a influência ocidental e o empobrecimentos de muitos samurais provocou a Restauração Meiji, em 1868. O Imperador Mutsuhito subiu ao trono, com apenas 15 anos. Com o apoio de uma aliança de forças provincianas pôs fim à era do xogunato. O feudalismo foi abolido em 1871. Em 1889, foi promulgada a Constituição Meiji.

No final do século 19, o Japão começou sua expansão territorial. Venceu a China, em 1895, e a Rússia, em 1905, conquistando o controle da Coreia, anexada ao Japão em 1910.

Em 1912, o Imperador Meiji faleceu e seu filho Taisho Tenno assumiu o trono. Nessa época, o Japão já era a maior potência do leste da Ásia. Na Primeira Guerra Mundial, lutou ao lado dos aliados, contra a Alemanha, mas o Japão limitou-se a conquistar as possessões alemãs na China e no Pacífico.

Taisho Tenno faleceu, em 1926, e seu filho Michinomiya Hirohito tornou-se Imperador. Em 1932, o Japão dominou a Manchúria, na China. Em 1937, passou a ocupar mais territórios chineses.

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, aliou-se à Alemanha e à Itália. Em 1941, invadiu a Indochina francesa. Em dezembro do mesmo ano, atacou Pearl Harbor, no Hawaii, trazendo os Estados Unidos para a Guerra. Ainda durante a Guerra, tomou o Sudeste da Ásia e conquistou várias ilhas do Pacífico. Mas os Estados Unidos avançaram pelo Pacífico, tomando as ilhas do Japão, e lançaram duas bombas atômicas, a primeira em Hiroshima e a segunda, em Nagasaki. O Japão redeu-se incondicionalmente.

Após a Guerra, os EUA ocuparam o Japão e, com o apoio do Imperador Hirohito, impuseram uma constituição ao estilo ocidental e fizeram reformas econômicas. Em abril de 1952, os EUA deixaram o País.

Nos anos 1980, o Japão era o segundo país mais rico do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

 

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Samurai em armadura, cerca de 1860.

 

Filha de imigrantes japoneses da Colônia de Una, na Bahia, nos anos 1950 (foto de autor não identificado).

No final do século 19, até boa parte do século 20, muitos japoneses emigraram para os Estados Unidos, Peru, Brasil e outros países ocidentais.

Em 1894, o Japão enviou Tadashi Nemoto, Secretário da Sociedade Colonizadora, para verificar as condições para a fundação de colônias japonesas na Bahia, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo. O parecer foi favorável.

Os primeiros imigrantes japoneses no Brasil chegaram a partir de 1906, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

O Imperador Meiji (Mutsuhito), em trajes militares ao estilo ocidental, em 1873, foto de Uchida Kuichi. Mutsuhito foi declarado príncipe herdeiro, em 1860. Subiu ao trono, em 1867, com a morte de seu pai. No ano seguinte foi formalizado como Imperador com o nome de Meiji. Faleceu em 1912.

 

O xogum Tokugawa Ieyasu (1543-1616), em ilustração do século 16. Tokugawa foi o fundador do último xogunato do Japão, que durou de 1603 a 1867, quando houve a Restauração Meiji. Seu Mausoléu está em Nikkō.

 

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Por Jonildo Bacelar